07-10-2018,
domingo
Estou a Pensar no FOLIO — Festival Literário
Internacional de Óbidos Passámos por lá, de novo... As ruas (na verdade, só
andámos calmamente no eixo principal e Praça de Santa Maria), cheias de gente
tranquila, movendo-se sem pressa...
Às 16 h, depois de da esplanada da Casa da
Música termos ouvido o Quarteto de Saxofones da Sociedade Musical e Recreativa
Obidense, junto ao Padrão Camoniano..., depois de dali termos saído, já o
quarteto tinha deixado a torreira do sol sem que tivéssemos dado por isso... (E
bem tocaram, quase nos deixaram a conversar em pano de fundo e «adormecemos»
embalados na música e na envolvência acolhedora de Óbidos, da sua beleza sem
par...)
Às quatro da tarde, na Casa das Edições
Tinta-da-China, com um livro comprado na Feira do Livro Raro e Antigo, ali
mesmo à porta, entramos... Vamos ouvir conversar Pacheco Pereira e Fernando
Rosas sobre Revisionismo Histórico. Na mesa, a moderar, a directora editorial
da Tinta-da-China, Bárbara Bulhosa.
Foi muito agradável ouvi-los, diálogo entre
pessoas muito competentes, com quem sempre se aprende... O aspecto dialogal foi
o mais importante, uma base larga de entendimento, não se esperando
coincidência em vários pontos ou questões ou na visão do mundo. Em que
continente, em que região, em que país gostaria cada um de viver?
Finda a sessão, de cujo espaço deixo algumas
fotografias já com a casa vazia, pequena paragem para levar outro opúsculo
imperdível que não me tinha atrevido a comprar. [Do facebook]
Dulce
Maria Cardoso (à esquerda) e Agustina Bessa-Luís. Convém dizer que
nesta sala está uma exposição de fotografias, RETRATOS DE ESCRITORES, de
Alfredo Cunha.
Vitorino Nemésio, Eugénio de Andrade, Natália Correia e David Mourão Ferreira , Davífen, como lhe chamava Artur Portela Filho.
Em lugar de destaque, figuras tutelares da Filosofia/Pensamento e Poesia: Eduardo Lourenço e Herberto Hélder.
Terminada a sessão, as últimas pessoas, junto a Pacheco Pereira e Fernando Rosas.
08-10-2018
Ontem,
domingo, estive a ouvi-lo em conversa com Fernando Rosas, no FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos.
Gostei mais dele do que do Fernando Rosas, que também é muito competente, mas
se esquece um pouco dos defeitos de um dos lados do arco-íris. O Pacheco usa a
paleta toda, mais em largueza e mais acima... O F. Rosas começou por falar das
exigências do ofício de historiador, metodologia, rigor e outros apetrechos
científicos, mas que este tipo de trabalho será sempre acompanhado de
subjectividade. Sobre isso ninguém terá dúvidas... [Do facebook]



