quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

A Grande Escavação (No original, The Dig)

Um grande filme sobre uma descoberta arqueológica que foi evoluindo durante os anos de 1938-39 e para a grande maioria é uma revelação. Óptimo para ver em casa nestes dias de confinamento, especialmente ao fim-de-semana. Está disponível na Netflix, desde o dia 29 de Janeiro, p. p.

A história do filme baseia-se no livro de John Preston, que tomou liberdades, «licença literária», na apresentação e cronologia do que se passou. O realizador, Simon Stone.

A figura de Basil Brown é genial, veja-se, abaixo, a sua biografia (terceiro linque).

O filme termina com Basil Brown a cobrir o achado principal no terreno. O que se passou ali durante a guerra, e as prospecções nas áreas adjacentes depois de ’45, fica de fora…

No último vídeo, o jovem guia diz-nos como foram guardados os objectos em poder do British Museum, por ordem do Governo, pouco antes do esperado bombardeio de Inglaterra pelos alemães; e fala em Tutankamon, num paralelo que agiganta a importância dos trabalhos de exploração em Sutton Hoo.

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https://en.wikipedia.org/wiki/The_Dig_(novel)

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Dig_(2021_film)

https://en.wikipedia.org/wiki/Basil_Brown

https://www.youtube.com/watch?v=x-026sRzd6w...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

A língua portuguesa em Portugal

            «A propósito de um texto, aqui, de António Rechena

Lembro-me de ver e ouvir o vídeo de Pilar del Rio (nome bonito ninguém lhe tira  «pilar» em castelhano significa «fonte») na sede da Fundação José Saramago a ensinar-nos, irritada e irritanta, que se devia dizer «presidenta» e não «presidente» e, aí, irritado e talvez irritanto, tanto, muito, fiquei eu... Falta de conhecimento da língua portuguesa não tem a tradutora de José Saramago!

Em Portugal, «presidenta», «chefa» e casos semelhantes, postos militares  a que não se acrescenta um «a» final , só se usam com sentido de brincadeira (tom jocoso ou de carinho) e depreciativo. O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (ed. Verbo) regista «presidenta», «1.Deprec. 2. Fam. e Pop. Mulher que desempenha as funções de presidente».

Mas há «infanta», que, não contente de estar igualada com os irmãos se veio a separar. Da antiga irmandade plena dos infantes, filhos de rei eles e elas, ainda há memória no Vale da Infante, a seguir a Estremoz na estrada para Redondo...

Outra importante palavra, «fim», inscrita no túmulo de D. Pedro no mosteiro de Alcobaça, cansada de ser feminina, migrou para o lado masculino. AQUI ESPERA A FIN DO MUNDO – é uma interpretação da inscrição, não havendo dúvidas quanto a «a fim do mundo».

A língua é, assim, um rio que vai assimilando as margens sem nos pedir licença.

Não a forcemos.»

(Publicado, primeiro, na página do Facebook, «Cidadãos contra o Acordo Ortográfico». O texto de António Rechena inclui um outro que lhe foi enviado por José Riobom)

P. S.  O que atrás fica dito não visa o acordo ortográfico, a não ser na medida em que não o aplica. Todavia, sem o referir, esteve presente no meu espírito, na preocupação de defesa da língua. 

Igreja de S. João Evangelista (Igreja do Colégio dos Jesuítas)