Na
última visita que fiz ao Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho (26 de
Abril de 2018), deu-me especial prazer e luta fotografar uma procissão. O
atendimento foi precioso ou sem preço – o que quer aqui dizer o mesmo. Senti-me
em casa. A cidade, a luz, o casario branco, a planície vista do alto, o
castelo, Santa Maria, o caminho, devagar, até ao Rossio, um encanto...
aumentado pelas longas ausências.
Queria
deixar só uma fotografia, mas não resisto a mostrar outras para melhor se poder
apreciar... São bonecos o que vemos, mas vejo gente, vejo pessoas. Como aquela
arte a que se pode chamar ingénua tem um tal poder de sugestão! Aqueles bonecos
são vida. O que acordam em nós?
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(Clique sobre as imagens para ampliar)
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Nesta
imagem, a procissão toda (parte religiosa e banda de música). Do último músico,
só se vê parte.
NOTA – Este texto e as fotografias
correspondentes saíram há dias no facebook, em grupo fechado. Agradeço ao Hernâni
Matos ter identificado o autor da procissão, Mariano da Conceição (1903-1959). O que fica mais abaixo reflecte o percurso de um dia de Abril de 2018, em que estive a visitar demoradamente o Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho. Por acaso, foi a segunda visita nesse mês.
*
A cidade, a luz, o casario branco, a
planície vista do alto, o castelo, Santa Maria, o caminho, devagar, até ao
Rossio, um encanto... aumentado pelas longas ausências.
Largo de D. Dinis
Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho
Torre de Menagem do Castelo
Largo de D. Dinis
Igreja de Santa Maria
Paços da Audiência de D. Dinis
Capela de Nosso Senhor dos Inocentes
A Cadeia - restaurante no espaço da cadeia quinhentista
Passagem por trás da igreja
Rua de Santa Isabel
Termina no largo onde é continuada pela Rua da Calçada da Frandina até à Porta do Sol
À esquerda, a Rua da Calçada da Frandina; à direita, a Rua Nova
Rua da Calçada da Frandina
Olhando para trás, vê-se os sinos da Igreja de Santa Maria
Rua da Calçada da Frandina
A Porta do Sol ou da Frandina
Sobre o arco, lápide comemorativa da imaculada conceição da Virgem Maria, declarada Padroeira de Portugal, pelo rei, juntamente com as cortes gerais. D. João IV determinou que as cidades e vilas dos «seus reinos», tivessem lápides nas portas de entrada e fez acompanhar a ordem, de uma carta com o texto, «segundo a legenda feita pelo doutor António de Sousa Macedo a sugestão do padre fr. António das Chagas»*.
Lápide idêntica a esta ostenta a porta do
Arco de Santarém e é essa que Túlio Espanca transcreve*, dizendo: «A leitura,
sem ser incorrecta, difere, ligeiramente da clássica e tem, por
conveniência de espaço, diminuição de linhas, a saber:
AETERNIT SACR.
IMMACVLATISSIMAE
CONCEPTIONI MARIAE
JOAN. IV
PORTVGALL. REX
VNA CVM GENERAL.
COMITIIS
SE. ET REGNA SVA
SVB ANNVO CENSV
TRIBVTARIA
PVBLICE VOVIT
ATQVE DEIPARAM IN
IMPERII TVTELAREM
ELECTAM
A LABE ORIGINALI PRAESERVATÃ PERPETVUO
DEFENSVRV
JVRAMENTO FIRMAVIT
VIVERET VT PIETAS LVSITAN.
HOC VIVO LAPIDE MEMORIALE PERENNE
ANN. CHRISTI M.DC.XL.VI
IMPERII SUI VI.»
Nesta pedra, parecendo o texto igual, a arrumação das linhas é algo diferente... Talvez a outra tenha leitura mais fácil...
Rua de D. Afonso III
Em frente, o caminho até ao Rossio do Marquês de Pombal segue pela Rua da Frandina
À esquerda, a Rua da Campainha
Rua da Campainha
Rua da Frandina
Ao fundo, o Palácio da Justiça, ocupando o espaço da igreja paroquial de Santo André, demolida em 1960
Pelourinho
Praça Luís de Camões
Palácio dos Marqueses
da Praia e Monforte (entrada
principal na Rua de D. Vasco da Gama, à esquerda na foto; adquirido pela Câmara
Municipal de Estremoz em 2010) e a Antiga Vedoria do Exército (na Rua 5 de Outubro, com sete janelas de sacada, estando a primeira escondida na imagem. «Defrontava a demolida igreja paroquial de Santo André*.»)
Em frente se segue até ao Rossio do Marquês de Pombal
Eis o famoso Rossio
Neste lado do Rossio se fazem os mercados semanais
A igreja dos Congregados está desafecta ao culto e no que foi o convento está instalados os serviços da Câmara Municipal, da Biblioteca e o Museu de Arte Sacra de Estremoz
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* Túlio
Espanca, no Inventário Artístico de
Portugal, Distrito de Évora, concelhos de
Arraiolos, Estremoz, Montemor-o-Novo, Mora e Vendas Novas, I volume