Explorando as ruas de Aveiro, na Rua do
Dr. João de Moura, considerado o primeiro reitor do liceu de Aveiro, junto à
estação do caminho-de-ferro, dei com o retrato escavado na argamassa de uma
parede: quem será o artista?
O assunto, venho a saber pela «assinatura»,
a hashtag #defendafrin, a defesa da
cidade e região síria de Afrin, de população curda, contra a Turquia de Erdogan. Abaixo, fica uma notícia do Público, só o texto.
(Clique nas imagens e, depois, novo clic)
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Esta foto e a seguinte: manhã de 13 de Fevereiro
Velhas instalações da CUF, depois Quimigal, a seguir ao 25 de Abril
À direita, vê-se a estação nova da CP
Tropas de Assad repelidas pelos turcos em Afrin
“Só uma Síria, só uma
Síria”, gritavam alguns dos combatentes enviados pelo regime de Damasco, em
resposta ao pedido de auxílio dos curdos, face à ameaça de invasão das forças
de Ancara.
20 de Fevereiro de
2018, 14:54
Em mais uma reviravolta inesperada nos sete anos de guerra na Síria, o
presidente Bashar Al-Assad respondeu positivamente ao apelo dos curdos de
Afrin, ameaçados de invasão pelas tropas turcas, e enviou reforços militares.
Mas, ao chegarem às portas da cidade, foram repelidos pela artilharia turca,
que obrigou as forças sírias a recuar.
A televisão estatal síria mostrou imagens de uma coluna de combatentes
pró-regime de Damasco. Os soldados, de camuflado, agitavam armas e bandeiras
sírias no cimo de veículos militares ao passarem um posto de controlo que tinha
a insígnia das forças de segurança curdas, relata a Reuters. Eram combatentes
das Forças de Defesa Nacional — uma milícia formada em 2012 pelo Governo de
Assad com o apoio iraniano, a partir de reservistas do exército e de
voluntários.
“Só uma Síria, só uma Síria”, gritavam alguns. “Viemos dizer ao povo de
Afrin que somos um povo só”, disse um combatente entrevistado pela televisão
síria.
“O Governo sírio respondeu ao
chamamento do dever e enviou unidades militares para serem colocadas ao longo
da fronteira e participarem na defesa da unidade do território da Síria e das
suas fronteiras”, explicou o porta-voz das Unidades de Defesa Popular (YPG),
Nouri Mahmoud. As YPG são milícias que controlam o Curdistão sírio, onde se
situa Afrin. Afrin é uma das três regiões curdas no Norte da Síria, que se tem
autogovernado, sem interferência de Damasco, desde 2011, quando se iniciou a
revolta contra Assad que deu origem à guerra no país.
Assad e os curdos têm evitado o confronto directo no conflito sírio. Cada
um por seu lado tem combatido inimigos comuns — como os islamistas do Daesh,
que conquistaram território na Síria e no Iraque. Os curdos obtiveram o apoio
dos norte-americanos, que os consideram aliados mais eficazes contra os
jihadistas.
— Stork
(@NorthernStork) February 20,
2018
Anteriormente, antes da mais recente ofensiva turca, os curdos tinham
rejeitado uma proposta russa para entregarem o controlo de Afrin a Damasco, a
troco de protecção.
O avanço da Turquia na Síria desde Janeiro – que teme que a autonomia
conquistada pelos curdos do Norte da Síria acabe por criar uma continuidade
territorial entre o Sudeste turco de maioria curda até ao Norte do Iraque, onde
existe uma região autónoma curda – acabou por deixar os curdos sírios entregues
à sua sorte.
Ancara justifica a operação na Síria, a que chamou Ramo de Oliveira, dizendo
que as milícias curdas YPG têm apoiado
o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado uma
organização terrorista pela Turquia, e atacou Afrin com o pretexto de
“combater o terror curdo”.
Os Estados Unidos evitam entrar em confronto com a Turquia – o risco é bem
real – por causa dos curdos. Por isso, sem aliados, os curdos acabaram por
preferir pedir ajuda a Assad – um mal menor – contra a Turquia de Recep
Erdogan.
À primeira investida, a aliança não terá dado os melhores resultados. A
agência noticiosa turca Anadolu, sem identificar fontes, noticiou que as forças
sírias recuaram dez quilómetros, depois de terem chegado às portas de Afrin.
O risco de um real confronto entre
forças sírias e turcas aumenta com este novo momento da guerra – que não
poderia ter acontecido sem que tenha havido luz verde de Moscovo, que se
transformou no apoio fundamental do regime sírio. Porém, na manhã desta
terça-feira, o Presidente turco afirmou no Parlamento de Ancara que a Rússia
tinha intervindo para bloquear o acordo entre os curdos e Damasco em Afrin.
[O artista é Vhils -- Alexandre Farto. Acrescentado em
23-02-2018]
O risco de um real confronto entre
forças sírias e turcas aumenta com este novo momento da guerra – que não
poderia ter acontecido sem que tenha havido luz verde de Moscovo, que se
transformou no apoio fundamental do regime sírio. Porém, na manhã desta
terça-feira, o Presidente turco afirmou no Parlamento de Ancara que a Rússia
tinha intervindo para bloquear o acordo entre os curdos e Damasco em Afrin.
[O artista é Vhils -- Alexandre Farto. Acrescentado em
23-02-2018]