domingo, 25 de julho de 2021

Igreja de S. João Evangelista (Igreja do Colégio dos Jesuítas do Funchal)

28 de Julho de 2020

Vemos nesta mensagem  recortes do painel informativo, com a história da «Igreja do Colégio dos Jesuítas» e informações sobre o seu conteúdo artístico e religioso, em especial o altar-mor; as figuras do padroeiro, São João Evangelista e os quatro primeiros santos da Companhia de Jesus.

Para melhor leitura, faça dois cliques na imagem.

Ver, também, https://aterraeagente.blogspot.com/2021/07/igreja-de-sao-joao-evangelista-igreja.html.














sexta-feira, 7 de maio de 2021

Carlos Bernardes

6 de Maio de 2021  

Carlos Bernardes, (11-03-1968 – 03-05-2021)

Fiquei triste, quando soube do falecimento de Carlos Bernardes.

Um dia, em uma ou duas linhas referi-me negativamente à sua tese de doutoramento, que me pareceu não ser adequada à obtenção de tal grau… Acrescentei a pergunta, mais ou menos nestes termos: «Mas que necessidade terá um bom presidente de Câmara de ter um doutoramento?» Foi com mágoa que o fiz, já então tinha boa impressão dele e continuei a ter, depois.

Senti tensão, para dizer o mínimo, perante a tragédia que envolveu o seu desaparecimento, que toca a todos, como membros da mesma comunidade. O texto que transcrevo do «momento de reflexão» de Carlos Bernardes, em aparente postura de luto premonitório (ver vídeo divulgado por TORRES VEDRAS ANTIGA), é impressionante.

As palavras que seguem são reproduzidas na sua oralidade, o que deve perdoar algum aparente erro. Merecem ficar na memória dos torrienses.

Tínhamos Homem… 

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 Sempre quero partilhar convosco uma pequena reflexão que…, daquele homem que está à vossa frente, que tem cinquenta e dois anos, se Deus quiser dia onze de Fevereiro faço cinquenta e três…, nasci na maternidade Alfredo da Costa, vivi até aos oito anos em Caneças, os meus pais nasceram no casal das Naculas e no casal Cochim na freguesia da Silveira, são pessoas honradas… e a honra das pessoas… não podem ser… desta forma. E com oito anos viemos, vivíamos em Caneças e viemos viver para o Turcifal, onde vivemos até aos dias de hoje. Foi aí que fez até à minha primeira quarta classe e depois fiz os meus estudos até ao ensino secundário, onde terminei a minha actividade enquanto aluno. O meu pai teve uma doença grave em 1987 e vi-me obrigado a ir trabalhar. E esta pessoa que está na vossa presença, com dezanove anos, era responsável por um conjunto de actividades profissionais que hoje tenho muito orgulho de as ter exercido. Por um lado, especializei-me enquanto medidor orçamentista, e foi aí que comecei a minha carreira na Câmara Municipal de Torres Vedras, com dezanove anos…, mas também com dezanove anos tive que ir à procura de ganhar mais dinheiro, para sobreviver e ajudar a minha família e com essa tenra idade já coordenava transporte internacional entre Lisboa, Málaga, Torremolinos, onde fui responsável por essa linha durante sete anos no grupo Euro Lines, onde a empresa Intercentro era uma das associadas para o qual estava o meu serviço. Nessa minha vida, tive oportunidade, ainda, de, face aos escassos recursos, ser desenhador na área da electricidade no gabinete do arquitecto Joaquim Esteves, da nossa cidade, onde aí após o serviço laboral de sair às cinco da tarde até à meia-noite, uma, duas da manhã, produzia desenho técnico de electricidade até aos meus vinte e cinco anos. O período em que trabalhei no grupo Euro Lines, onde, para além de ser responsável pela linha Lisboa-Torremolinos, transportei milhares e milhares de pessoas, comuniquei com muita gente, muitos contactos, e comecei a realizar, enquanto homem. E nessa dimensão, tive oportunidade de no período da minha vida dos dezanove aos vinte e cinco, entre o mês de Maio e o mês de Outubro, trabalhar ininterruptamente todos os dias da semana, os sete dias da semana, entre as oito da manhã, sensivelmente, e a meia-noite. E, portanto, aquilo que é trabalho, aquilo que é dedicação, aquilo que é abnegação o Carlos Bernardes tem feito isso ao longo da sua vida. E ao longo da sua vida teve oportunidade de contrair matrimónio e ter um filho, quando tinha vinte e cinco anos. Portanto, desse ponto de vista, é assim que a vida vai evoluindo e podermos fazer aquilo que gostamos. E nesse mesmo percurso tive oportunidade de ser dirigente desportivo, tive oportunidade de ser autarca de freguesia, autarca dum concelho vizinho, autarca em Torres Vedras e, com quarenta anos, decidi voltar a estudar. Dos quarenta aos quarenta e sete fiz a minha licenciatura, fiz o meu doutoramento e sempre depois da hora do serviço, nunca colocando o serviço em causa, nunca deixando nada para trás. E, digamos, o percurso de vida continuou e foi com muito gosto que nesta mesma sala no dia 1 de Dezembro de 2015 que assumi a presidência da Câmara Municipal de Torres Vedras. Em 2017, fui com a minha equipa eleito presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras. É para mim um enorme orgulho, uma grande abnegação poder enquanto cidadão ter uma missão pública, de prestar aquilo que nós, do ponto de vista do ser humano podemos fazer, dar algo ao próximo. E é nessa dimensão que efectivamente hoje aqui estou a partilhar convosco este momento de reflexão…

 https://www.youtube.com/watch?v=6nOXxWRfWIM&ab_channel=TorresVedrasAntiga

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

A Grande Escavação (No original, The Dig)

Um grande filme sobre uma descoberta arqueológica que foi evoluindo durante os anos de 1938-39 e para a grande maioria é uma revelação. Óptimo para ver em casa nestes dias de confinamento, especialmente ao fim-de-semana. Está disponível na Netflix, desde o dia 29 de Janeiro, p. p.

A história do filme baseia-se no livro de John Preston, que tomou liberdades, «licença literária», na apresentação e cronologia do que se passou. O realizador, Simon Stone.

A figura de Basil Brown é genial, veja-se, abaixo, a sua biografia (terceiro linque).

O filme termina com Basil Brown a cobrir o achado principal no terreno. O que se passou ali durante a guerra, e as prospecções nas áreas adjacentes depois de ’45, fica de fora…

No último vídeo, o jovem guia diz-nos como foram guardados os objectos em poder do British Museum, por ordem do Governo, pouco antes do esperado bombardeio de Inglaterra pelos alemães; e fala em Tutankamon, num paralelo que agiganta a importância dos trabalhos de exploração em Sutton Hoo.

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https://en.wikipedia.org/wiki/The_Dig_(novel)

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Dig_(2021_film)

https://en.wikipedia.org/wiki/Basil_Brown

https://www.youtube.com/watch?v=x-026sRzd6w...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

A língua portuguesa em Portugal

            «A propósito de um texto, aqui, de António Rechena

Lembro-me de ver e ouvir o vídeo de Pilar del Rio (nome bonito ninguém lhe tira  «pilar» em castelhano significa «fonte») na sede da Fundação José Saramago a ensinar-nos, irritada e irritanta, que se devia dizer «presidenta» e não «presidente» e, aí, irritado e talvez irritanto, tanto, muito, fiquei eu... Falta de conhecimento da língua portuguesa não tem a tradutora de José Saramago!

Em Portugal, «presidenta», «chefa» e casos semelhantes, postos militares  a que não se acrescenta um «a» final , só se usam com sentido de brincadeira (tom jocoso ou de carinho) e depreciativo. O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (ed. Verbo) regista «presidenta», «1.Deprec. 2. Fam. e Pop. Mulher que desempenha as funções de presidente».

Mas há «infanta», que, não contente de estar igualada com os irmãos se veio a separar. Da antiga irmandade plena dos infantes, filhos de rei eles e elas, ainda há memória no Vale da Infante, a seguir a Estremoz na estrada para Redondo...

Outra importante palavra, «fim», inscrita no túmulo de D. Pedro no mosteiro de Alcobaça, cansada de ser feminina, migrou para o lado masculino. AQUI ESPERA A FIN DO MUNDO – é uma interpretação da inscrição, não havendo dúvidas quanto a «a fim do mundo».

A língua é, assim, um rio que vai assimilando as margens sem nos pedir licença.

Não a forcemos.»

(Publicado, primeiro, na página do Facebook, «Cidadãos contra o Acordo Ortográfico». O texto de António Rechena inclui um outro que lhe foi enviado por José Riobom)

P. S.  O que atrás fica dito não visa o acordo ortográfico, a não ser na medida em que não o aplica. Todavia, sem o referir, esteve presente no meu espírito, na preocupação de defesa da língua.