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A Senhora d'Aires, com arranjo de Fernando Lopes Graça, na interpretação do Coro Sinfónico Lisboa Cantat, dirigido por Jorge Carvalho Alves
Na interpretação do Coro Sinfónico
Lisboa Cantat, ouçamos a beleza e como primazia das vozes femininas e a
limpidez, precisa, em tom suave, mas audível das vozes masculinas. Perfeita
harmonia.
(Clique na pauta, para melhor definição)
A Senhora d’Aires
De ao pé de Viana
Tem o seu altar
Feito à romana
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Eu vi minha mãe rezando
Aos pés da Virgem Maria
Era uma santa escutando
(i) O que outra...a santa dizia
E ó (a) Virgem, Senhora d'Aires
Foi metida num (o) deserto
Em chegando a mocidade, me paré(ce)
És um céu aberto
Me parece o céu aberto
Com toda a sua gentinha
Fui solteiro, vim casado,
Foi mila-agre da santinha
Foi milagre da santinha
Foi milagre do Senhor
(E) ó Virgem, Senhora d'Aires,
Tão linda, vai no seu andor
Nossa Senhora é mãe
É mãe de quem mãe não tem
Quando minha mãe morrer,
(i) ela (i) é minha mãe, também
E ó (a) Virgem, Senhora d'Aires
Foi metida num (o) deserto
Em chegando a mocidade, me pare(ce)
És um céu aberto
Me parece o (um) céu aberto
Com toda a sua gentinha
Fui solteiro, vim casado
Foi mila-agre da santinha
Foi milagre da santinha
Foi milagre do Senhor
(E) ó Virgem, Senhora d'Aires
Tão linda, vai no seu andor...
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Páginas 91 e 92 do CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS, de Michel Giacometti, com a colaboração de Fernando Lopes-Graça, Lisboa, Círculo de Leitores, 1981.
A Nossa Senhora d'Aires
'stá metida num deserto.
Em chegando a mocidade
parece um céu aberto.
Parece um céu aberto,
com toda a nossa gentinha,
Fui solteira, vim casada,
foi milagre da Santinha.













