sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Inauguração da Nova Igreja da Silveira em 1955

Um mês depois da festa anual em honra de Nossa Senhora do Amparo, é oportuno lembrar a construção da igreja nova, inaugurada em 16 de Outubro de 1955; mais espaçosa que a anterior e preparada para melhor corresponder às necessidades dos que a procuram.
1 Out 55
Após dez anos de esforços, com a presença do ministro das Obras Públicas (1) e entidades oficiais, anunciava-se para o dia 16 de Outubro a inauguração da nova igreja da Silveira. O destaque vai para a figura do cardeal-patriarca, aguardado pelas 11 horas no limite da freguesia, formando-se a partir daí um cortejo automóvel em que as pessoas que o quisessem fazer eram convidadas a incorporar-se. 12 h: bênção da igreja e missa na frontaria do novo templo. «Às 16 hor. – Em acção de graças será cantado solene “Te Deum”.» (1) O ministro e o governador civil de Lisboa fizeram-se representar pelo presidente da Câmara, Dr. Rogério de Figueiroa Rego.
                Obs.: Clicar nas imagens uma ou duas vezes, para ampliar e permitir uma leitura mais cómoda...




15  Out 55
E a igreja fez-se!... / Homenagem de gratidão – assim titulava o Badaladas na véspera da inauguração, com pequeno texto na primeira página, continuado na última.
A gratidão referida no título vai em primeiro lugar para o dinamismo do pároco, as suas insónias, os esforços continuados, conseguindo a comparticipação do Estado, e deve entender-se estendida aos que contribuíram com generosidade, a «boa gente que (...) se privou muitas vezes do necessário, para que a sua igreja fosse levantada». 
O padre António Antunes Trincão sentiu a necessidade da nova igreja, desde que tomou posse da freguesia. A torre ao pé da estrada lembrará «a fé e o espírito de sacrifício que a levaram a cabo». Assina: Um paroquiano por todos os paroquianos da Silveira. Este Um, este Alguém, quem será?, pergunta uma pessoa de hoje, julgando ser o director do jornal, P.Joaquim Maria de Sousa.






1 Nov 55

Faço um convite à leitura da reportagem do dia da inauguração da igreja. As ruas estavam engalanadas, com colgaduras, «ornamentos de festões de verdura, bandeiras e flâmulas que tremulavam ao vento». O cardeal Cerejeira fez o percurso a pé, a partir de Secarias, onde os Bombeiros Voluntários de Torres Vedras, com a banda de música e a banda da Encarnação formavam. A banda dos Bombeiros tocou a «Maria da Fonte» enquanto se ia ouvindo subir no ar e rebentar foguetes e morteiros. E todos se dirigiram para junto da nova igreja.
Houve missa solene, com altar disposto na galilé, junto à porta da igreja, perante o povo que enchia o largo fronteiro. Usaram da palavra o padre Trincão, o presidente da Câmara Municipal, um antigo paroquiano (sr. José Inácio da Silva). Por fim, falou o cardeal-patriarca.
«Encerrada a sessão, procedeu Sua Eminência à bênção ritual da igreja, aspergindo as suas paredes, por fora e por dentro, com água benta.» Terminada esta cerimónia, «em altar armado diante da porta de entrada da nova igreja, o Pároco celebrou a Missa a que assistiram as mesmas entidades, numeroso clero e grande multidão concentrada no largo fronteiro».
As solenidades continuaram durante a semana, tendo significado especial a cerimónia de sagração do altar-mor conduzida no sábado, pelo bispo auxiliar do Patriarcado, D. António de Campos, conforme o programa estabelecido.
Transcrevo os destaques da reportagem:
A chegada do Senhor Cardeal Patriarca
Sessão solene e bênção
Em Santa Cruz e Póvoa de Penafirme
Acção de graças








quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Igreja da Silveira em tempo de festa

Dias depois da missa de festa e procissão, voltei à igreja, registei algumas imagens, com as bandeiras e os santos em seus andores ainda alinhados. 
A exposição que se realiza todos os anos, com um tema mariano, no âmbito desta festa, é desta vez dedicada a
MARIA, RAINHA DE TODOS OS SANTOS
e adiante se explica a razão: «Ela reina com Cristo em todos os membros da igreja, Corpo de Cristo. Por isso, nós professamos no Credo: «Creio na comunhão dos santos». A melhor explicação, porventura, será a da poesia em louvor da Virgem, que adiante se pode ler...
(Obs.: Clicar nas imagens duas vezes, para ampliar.)
08-08-2018
Cartaz afixado na casinha do pão junto à Igreja Paroquial de Santa Cruz

07-08-2018

07-08-2018

7ago

7Ago

7Ago

7Ago
Registo de azulejos com a imagem da padroeira, Nossa Senhora do Amparo, na empena, sobre o portal de entrada (à esquerda) e  quadro de informações na mesma parede, ao lado direito do portal

Esquema da Procissão
 Lugares : Casal Cochim, Secarias, Pedrosas, Boavista, Casais do Sul, Cerca, Zimbral, Casal Palmeiro, Brejenjas, Santa Cruz, Casal Feros, Monte Ferreiro, Caixeiros, Brejoeira, Charneca, Casalinhos, Casas Novas.
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Em 08-08-2018

Na igreja






A EXPOSIÇÃO
Na zona de acesso à torrinha cilíndrica que se vê do exterior e onde está o baptistério

Quando se entra, à esquerda



A parede á esquerda, quando entramos, fica agora nas nossas costas
No outro extremo, o baptistério

Nas salas, numerosos espécimes de uma colecção de vidas de santos
Uma das ideias principais desta exposição é a da comunhão dos santos, de que tantas vezes ouvimos, sem entender plenamente. Com «Maria, Rainha de Todos os Santos».

Os poetas são superiores aos filósofos, ao contrário do que diz Platão, que os expulsou da sua República?






A pia baptismal a servir de mesa


Santos do 1.º grupo. «À procura de consolo»




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À volta da igreja


Monumento a Joaquim Agostinho




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