Um mês depois
da festa anual em honra de Nossa Senhora do Amparo, é oportuno lembrar a
construção da igreja nova, inaugurada em 16 de Outubro de 1955; mais espaçosa
que a anterior e preparada para melhor corresponder às necessidades dos que a
procuram.
1 Out 55
Após dez anos de esforços, com a presença do ministro das
Obras Públicas (1) e entidades oficiais, anunciava-se para o dia 16 de Outubro a
inauguração da nova igreja da Silveira. O destaque vai para a figura do
cardeal-patriarca, aguardado pelas 11 horas no limite da freguesia, formando-se
a partir daí um cortejo automóvel em que as pessoas que o quisessem fazer eram
convidadas a incorporar-se. 12 h: bênção da igreja e missa na frontaria do novo
templo. «Às 16 hor. – Em acção de graças será cantado solene “Te Deum”.» (1) O
ministro e o governador civil de Lisboa fizeram-se representar pelo presidente
da Câmara, Dr. Rogério de Figueiroa Rego.
Obs.: Clicar nas imagens uma ou duas vezes, para ampliar e permitir uma leitura mais cómoda...
Obs.: Clicar nas imagens uma ou duas vezes, para ampliar e permitir uma leitura mais cómoda...
15 Out 55
E a igreja fez-se!...
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Homenagem de gratidão – assim titulava o
Badaladas na véspera da inauguração,
com pequeno texto na primeira página, continuado na última.
A gratidão referida no título vai em primeiro lugar para o dinamismo do pároco, as suas insónias, os esforços continuados, conseguindo a comparticipação do Estado, e deve entender-se estendida aos que contribuíram com generosidade, a «boa gente que (...) se privou muitas vezes do necessário, para que a sua igreja fosse levantada».
O padre António Antunes Trincão sentiu a necessidade da nova igreja, desde que tomou posse da freguesia. A torre ao pé da estrada lembrará «a fé e o espírito de sacrifício que a levaram a cabo». Assina: Um paroquiano por todos os paroquianos da Silveira. Este Um, este Alguém, quem será?, pergunta uma pessoa de hoje, julgando ser o director do jornal, P.e Joaquim Maria de Sousa.
1 Nov 55
Faço
um convite à leitura da reportagem do dia da inauguração da igreja. As ruas
estavam engalanadas, com colgaduras, «ornamentos de festões de verdura,
bandeiras e flâmulas que tremulavam ao vento». O cardeal Cerejeira fez o percurso
a pé, a partir de Secarias, onde os Bombeiros Voluntários de Torres Vedras, com
a banda de música e a banda da Encarnação formavam. A banda dos Bombeiros tocou
a «Maria da Fonte» enquanto se ia ouvindo subir no ar e rebentar foguetes e
morteiros. E todos se dirigiram para junto da nova igreja.
Houve
missa solene, com altar disposto na galilé, junto à porta da igreja, perante o
povo que enchia o largo fronteiro. Usaram da palavra o padre Trincão, o presidente
da Câmara Municipal, um antigo paroquiano (sr. José Inácio da Silva). Por fim,
falou o cardeal-patriarca.
«Encerrada
a sessão, procedeu Sua Eminência à bênção ritual da igreja, aspergindo as suas
paredes, por fora e por dentro, com água benta.» Terminada esta cerimónia, «em
altar armado diante da porta de entrada da nova igreja, o Pároco celebrou a
Missa a que assistiram as mesmas entidades, numeroso clero e grande multidão
concentrada no largo fronteiro».
As
solenidades continuaram durante a semana, tendo significado especial a cerimónia
de sagração do altar-mor conduzida no sábado, pelo bispo auxiliar do
Patriarcado, D. António de Campos, conforme o programa estabelecido.
Transcrevo
os destaques da reportagem:
A chegada do
Senhor Cardeal Patriarca
Sessão solene e
bênção
Em Santa Cruz e
Póvoa de Penafirme
Acção de graças