terça-feira, 24 de julho de 2018

A Companhia Cerâmica das Devesas

Ficam aqui algumas imagens, com a devida vénia ao google, acrescentando informação sobre um dos pontos focados em mensagem de a terra e a gente.
Quem estiver interessado, pode explorar textos e imagens indicados, abaixo, em Referências[Captura das sete primeiras imagens, de Março 2015; nas duas últimas, copyright de 2018]

Muro-mostruário


Muro-mostruário

Vista de interior da fábrica, com operários no seu posto de trabalho e o fundador, à frente e à esquerda, de bengala





Algumas indicações podem não estar correctas


Referências
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/6457325 (Depósito de Materiais da Companhia Cerâmica das Devesas - no Porto);
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/media/uploads/consultaspublicas/ER2.pdf (informação enviada pela Direcção Regional de Cultura à Direcção-Geral do Património Cultural. Enumera os núcleos constituintes da Fábrica de Cerâmica e Fundição das Devesas e indica a sua localização nos arruamentos. Faz o historial do processo «relativo ao complexo da Fábrica das Devesas»);

quinta-feira, 12 de julho de 2018

A Procissão da Senhora da Saúde em Évora

No passado dia 5 estive em Évora e ao passar junto à Livraria Salesiana vi numa das montras o anúncio da Procissão da Senhora da Saúde, que já não se fazia há 45 anos. Logo ali decidi voltar no domingo... Como estudante, não foi possível conhecer a cidade no tempo de férias.
Antes de me me dirigir para a Praça do Geraldo (ou de Giraldo, como diz na placa), estive junto da Livraria Salesiana a colher mais imagens e fiz a parte do percurso desta zona da Porta Nova até à igreja de Santo Antão. O centro histórico está menos povoado, o que há-de ter alguma influência na visibilidade da presença das pessoas e seus sinais nas varandas, nas casas e no carácter mais ou menos repleto da «Praça Grande». Podemos olhar para a fotografia apresentada de uma procissão (algures entre 37 e 73 do século XX) e comparar com o que vimos. Há diferenças, naturalmente...
Ao fim de uns dias a meditar nestas coisas, descubro que, afinal..., surge-me a lembrança de uma procissão junto à Porta Nova a dirigir-se para o largo junto ao café Portugal, perante algum desinteresse da minha parte, devo confessar... Só pode ter sido esta de Nossa Senhora da Saúde, que pensei nunca ter presenciado, quando vi o cartaz da SOLENE PROCISSÃO / N.ª S.ª da SAÚDE e outro, com a frase «É hora de retomar a tradição!», e, abaixo dela, o lindo, delicado poema a Nossa Senhora da Saúde, de Manuela Leitão. Em 1963, quando o aluno do 5.º ano se demorava na cidade em Julho, para fazer as provas de exame do 5.º ano.
Vai sair a procissão. Nossa Senhora da Saúde, com o Divino Infante no braço direito, capta todas as atenções. A imagem tem grande beleza, a «roca e véstia de rica tecelagem de seda bordada a oiro»*. O Sr. arcebispo debaixo do pálio ostenta nas mãos o Santíssimo Sacramento. A banda de música, pronta para encher o ar, os espíritos, solenizar, sublimar, aprofundar a emoção. Antes, porém, no adro, um fadista canta à Virgem, as palavras e o acompanhamento ampliados pela aparelhagem sonora. Que bem se casa o fado com o tema religioso!...
Terminado o cortejo pelas ruas de Serpa Pinto, dos Caldeireiros, de Santa Catarina, de Gabriel Pereira, de São Domingos, Praça de Joaquim António de Aguiar, Rua de Elias Garcia, de São João de Deus e Praça do Geraldo, é hora de voltar a casa. Desta vez, uma fadista canta em modo fado-oração uma verdadeira prece à Virgem, assim se vendo  os dois rostos da humanidade, o do homem, o da mulher ou simplesmente o rosto da pessoa, homem ou mulher. Diante do portal, os jovens militares do exército que carregam o andor dão uma volta e a Senhora fica de costas para a igreja e de frente para o povo, na despedida, e assim vai entrando...
Na breve cerimónia de encerramento, presidida pelo arcebispo de Évora, Dom José Alves, houve agradecimentos a quantos estiveram envolvidos na organização, incluindo fadistas-guitarristas..., sendo referido o desafio enfrentado pelo pároco, cónego Manuel Madureira, no reatar desta tradição. Valeu a pena...
* Túlio Espanca, no Inventário Artístico de Portugal / Concelho de Évora
(Ver, também, a igreja de Santo Antão)
5-07-2018






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8-07-2018








Largo de Luís de Camões (antigo da Porta Nova)


Ao fundo, a arcada, junto ao Largo de Camões. À esquerda, onde era o café Portugal, está agora uma loja de comércio «pegue e leve», PULL AND BEAR»







O largo - troço da Rua de João de Deus - visto no sentido da Praça do Geraldo


Santíssimo Sacramento

Rua de João de Deus, vista já perto da igreja de Santo Antão

A Praça do Geraldo

Rua Nova, vista do alçado nascente da igreja de Santo Antão



















1973 foi o último ano em que houve em Évora-Paróquia de Santo Antão a procissão de Nossa Senhora da Saúde. Na quinta-feira passada, estando em Évora, vi numa montra da Livraria Salesiana esta informação, sotoposta a fotografia a preto e branco da igreja e Praça do Geraldo, cheia de gente..., de ano entre 37 e 73. Um cartaz anunciava a Solene Procissão, «com participação das forças militares e militarizadas» e indicava o percurso. Folha grande encostada, reclinada sobre capa azul turquesa, servia de legenda à fotografia. «É hora de retomar a tradição» — aí se diz, como se fosse título para o soneto que segue, bonito, delicado e dirigido à Senhora da Saúde, «(...) mãe amorosa, comovida / Por quantos sofrem (...)», «(…) candeia de graças sempre acesa / No Amor que transforma e que redime».
Logo decidi voltar no domingo, para não perder o reatar da tradição ao fim de quarenta e cinco anos. Não podia guardar para o ano que vem. Malogradamente, a gravação de som estava desactivada... [Descrição no YouTube]

Este pequeno vídeo mostra a procissão descendo pela Rua de Serpa Pinto (antiga de Alconchel), antes de virar à direita, entrando pela Rua dos Caldeireiros. As imagens estão prejudicadas pela forte contra-luz e o todo ressente-se. Quis gravar boa parte da marcha com que abriu a procissão; malogradamente, o som estava em off, daí parecer que se está sempre a gravar as mesmas imagens. Ouvir a banda nestes momentos, após um longo de período de quarenta e cinco anos em que a procissão não saiu, causou-me profundo sentimento...
São vivências que um estudante não teve, pois esta, como a Procissão do Senhor Morto, por exemplo -- na Páscoa, à noite, do convento do Calvário para a igreja da Misericórdia, num curto e demorado percurso --, eram no período de férias...
O percurso: Ruas de Serpa Pinto, dos Caldeireiros, de Santa Catarina, de Gabriel Pereira, de São Domingos, Praça de António Augusto de Aguiar, Rua José Elias Garcia, Rua de João de Deus, Praça de Giraldo, Igreja de Santo Antão. [Descrição no YouTube]
 

Inicia-se a descida da Rua de Serpa Pinto (antiga de Alconchel)

Rua de Serpa Pinto
À direita, o edifício do INATEL

Rua dos Caldeireiros

O cortejo, na Rua dos Caldeireiros; deixamos para trás a Rua de Serpa Pinto

Do outro lado da Rua de Serpa Pinto, em frente ao INATEL

Rua dos Caldeireiros; a cabeça da procissão já entrou na Rua de Santa Catarina


Rua de Santa Catarina

Rua de Santa Catarina; à direita, estamos já na Rua de Gabriel Pereira




Pela Rua de Gabriel Pereira...
Na primeira casa em que se vêem colchas viveu Gabriel Pereira, ilustre eborense, com vasta e valiosa obra publicada. Tem uma rua com o seu nome, também, em Torres Vedras, aonde veio e lhe foi prestada homenagem organizada pela Câmara Municipal, em reconhecimento de alguns textos muito interessantes para nós hoje sobre as gentes de Torres Vedras e da região. (Em «Torres Vedras / Notas d'arte e archeologia», páginas 255 a 305, de Pelos suburbios e visinhanças de Lisboa, 1910, edição da Livraria Clássica Editora, Lisboa) [Descrição no YouTube]

Deixada para trás a Rua de S. Domingos, junto ao antigo quartel-general, estamos na Praça de Joaquim António de Aguiar


Ao fundo, o Teatro Garcia de Resende
Criança, aí vi o filme Lazarella...








Na Praça Joaquim António de Aguiar (antigo Largo de São Domingos). A procissão segue depois o seu caminho, pelas Ruas de Elias Garcia, João de Deus, circunda a Praça do Geraldo, regressando à Igreja de Santo Antão. Diante do portal, o andor faz um giro e a Senhora da Saúde entra na igreja voltada para o povo. [Descrição do YouTube]



À esquerda, o pároco, Sr. cónego Manuel Madureira















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A Senhora da Saúde, na sua capela e nicho
(Imagens de 15-10-2016)

 Capela de Nossa Senhora da Saúde (antiga de S. Roque)
Primeira da nave lateral, lado da Epístola