A exposição terminou no dia 9 de Maio, p. p. Passei por lá hoje, à tarde, e por grande sorte, ainda pude apreciar este belo evento.
Aqui fica o que de melhor se pode dizer desta exposição e é o que a autora escreveu. Brincando com o título do evento, «writing about herself».
Ver, também, aqui.
Clique na imagem, para ampliar.
(Os meus agradecimentos à CCC, pela utilização, aqui, da folha, do que penso não haver inconveniente.)
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Mais completo, retirado com a devida vénia da página na internet da CCC e para mais fácil arquivo, junto a esta mensagem:
21 de Março a 9 de Maio | Câmara Escura
Inauguração a 21 de Março pelas 18horas
Exposição de Cláudia Clemente
Nascida no Porto em 1970, Claudia Clemente, arquitecta de formação, divide o seu trabalho actual entre a escrita e a realização cinematográfica, entre a ficção e os documentários. Licenciou-se em Arquitectura na FAUP em 1995 e estudou cinema em Lisboa e Barcelona, tendo concluído o curso de Escrita de Argumentos para Longas-metragens da Gulbenkian, com a London Film School, em 2006, e terminado o curso de Realização para Cinema e Televisão na Restart, em 2007, para além do curso de Realização que frequentou na Micro Obert (Barcelona). Publicou o seu primeiro livro de contos, “O caderno negro” em 2003, na Editora Tinta Permanente, e o segundo, “A fábrica da noite”, na Editora Ulisseia, em 2010. Os seus livros mais recentes têm como títulos “A casa azul” (2014) e “Londres”, sendo que este último recebeu o Grande Prémio de Teatro S.P.A./Teatro Aberto em 2011. Os seus contos foram editados em Portugal, Espanha e Itália. Realizou 6 filmes de ficção e 3 documentários. Foi responsável pelos argumentos, storyboards, realização, direcção de arte, montagem e (na maioria dos casos) produção dos seus próprios filmes. Estes já foram exibidos em Portugal, no Brasil, no Uruguai, na Índia, em Cuba e em Itália, tendo sido premiados em diversos festivais. A par destas áreas de actuação, a artista tem vindo a desenvolver um interessante trabalho nos campos da vídeo-arte e da fotografia, em que se inclui a série de imagens apresentada nesta exposição.
Em Playing with myself, Claudia Clemente revisita e recria cenários reminiscentes do imaginário colectivo, utilizando desde estereótipos e convenções sociais a personagens cinematográficas e figuras históricas ou tradicionais, com o objectivo de explorar o modo como estas imagens encenadas e já enraizadas no universo imagético da sociedade intervêm nos mundos interiores dos indivíduos que a compõem. Para isso, a artista retrata-se e reinventa-se a si própria na pele dessas personagens, provocando uma certa tensão e desconforto nos visitantes que as vêem, através do recurso ao absurdo e ao humor satírico e, por vezes, negro.
“Só vivendo absurdamente se poderá chegar a romper alguma vez este absurdo infinito.”
(in Rayuela, Júlio Cortázar)
“Entendo o humor como o derradeiro bastião de resistência possível, e a sátira como uma forma de sobreviver a um mundo cada vez mais absurdo, hostil e ininteligível.
Esta série, iniciada em 2010, consiste num conjunto de encenações aparentemente simples recorrendo a uma multiplicidade de personagens: desde clássicos do Cinema (“Os livros” a citar “Os pássaros” de Hitchcock, a “Supermom” a aplicar os seus super-poderes às exigências do quotidiano, o “007” de arma e dry martini em punho) até ilustres figuras históricas nacionais (“São rosas, Senhor!”), revisitando ícones da cultura tradicional portuguesa (a varina, o galo de Barcelos) e passando por muitos outros paradigmas ou elementos do imaginário colectivo – a fénix, a sereia, a dona de casa perfeita – nos quais me revejo ou reinvento. Contrariando essa aparente simplicidade nas encenações existe uma deliberada artificialidade nas poses e na iluminação, que nos recorda que nada há de natural nestes seres-sombra, nestas criaturas-reflexos. Com o absurdo retratado nestes personagens pretende-se criar uma tensão, causar um certo mal-estar, produzir aquele riso nervoso que arrasta o observador e o retira da sua zona de conforto. Mergulhemos pois no território sinuoso da introspecção, dos sonhos, da escuridão – o perigoso mundo do interior de nós mesmos.”
Cláudia Clemente, Lisboa, 15 de Dezembro de 2014.
horário: segunda a sexta das 14:00 as 20:00, sábados das 14:00 as 18:00.
Inauguração a 21 de Março pelas 18horas
Exposição de Cláudia Clemente
Nascida no Porto em 1970, Claudia Clemente, arquitecta de formação, divide o seu trabalho actual entre a escrita e a realização cinematográfica, entre a ficção e os documentários. Licenciou-se em Arquitectura na FAUP em 1995 e estudou cinema em Lisboa e Barcelona, tendo concluído o curso de Escrita de Argumentos para Longas-metragens da Gulbenkian, com a London Film School, em 2006, e terminado o curso de Realização para Cinema e Televisão na Restart, em 2007, para além do curso de Realização que frequentou na Micro Obert (Barcelona). Publicou o seu primeiro livro de contos, “O caderno negro” em 2003, na Editora Tinta Permanente, e o segundo, “A fábrica da noite”, na Editora Ulisseia, em 2010. Os seus livros mais recentes têm como títulos “A casa azul” (2014) e “Londres”, sendo que este último recebeu o Grande Prémio de Teatro S.P.A./Teatro Aberto em 2011. Os seus contos foram editados em Portugal, Espanha e Itália. Realizou 6 filmes de ficção e 3 documentários. Foi responsável pelos argumentos, storyboards, realização, direcção de arte, montagem e (na maioria dos casos) produção dos seus próprios filmes. Estes já foram exibidos em Portugal, no Brasil, no Uruguai, na Índia, em Cuba e em Itália, tendo sido premiados em diversos festivais. A par destas áreas de actuação, a artista tem vindo a desenvolver um interessante trabalho nos campos da vídeo-arte e da fotografia, em que se inclui a série de imagens apresentada nesta exposição.
Em Playing with myself, Claudia Clemente revisita e recria cenários reminiscentes do imaginário colectivo, utilizando desde estereótipos e convenções sociais a personagens cinematográficas e figuras históricas ou tradicionais, com o objectivo de explorar o modo como estas imagens encenadas e já enraizadas no universo imagético da sociedade intervêm nos mundos interiores dos indivíduos que a compõem. Para isso, a artista retrata-se e reinventa-se a si própria na pele dessas personagens, provocando uma certa tensão e desconforto nos visitantes que as vêem, através do recurso ao absurdo e ao humor satírico e, por vezes, negro.
“Só vivendo absurdamente se poderá chegar a romper alguma vez este absurdo infinito.”
(in Rayuela, Júlio Cortázar)
“Entendo o humor como o derradeiro bastião de resistência possível, e a sátira como uma forma de sobreviver a um mundo cada vez mais absurdo, hostil e ininteligível.
Esta série, iniciada em 2010, consiste num conjunto de encenações aparentemente simples recorrendo a uma multiplicidade de personagens: desde clássicos do Cinema (“Os livros” a citar “Os pássaros” de Hitchcock, a “Supermom” a aplicar os seus super-poderes às exigências do quotidiano, o “007” de arma e dry martini em punho) até ilustres figuras históricas nacionais (“São rosas, Senhor!”), revisitando ícones da cultura tradicional portuguesa (a varina, o galo de Barcelos) e passando por muitos outros paradigmas ou elementos do imaginário colectivo – a fénix, a sereia, a dona de casa perfeita – nos quais me revejo ou reinvento. Contrariando essa aparente simplicidade nas encenações existe uma deliberada artificialidade nas poses e na iluminação, que nos recorda que nada há de natural nestes seres-sombra, nestas criaturas-reflexos. Com o absurdo retratado nestes personagens pretende-se criar uma tensão, causar um certo mal-estar, produzir aquele riso nervoso que arrasta o observador e o retira da sua zona de conforto. Mergulhemos pois no território sinuoso da introspecção, dos sonhos, da escuridão – o perigoso mundo do interior de nós mesmos.”
Cláudia Clemente, Lisboa, 15 de Dezembro de 2014.
horário: segunda a sexta das 14:00 as 20:00, sábados das 14:00 as 18:00.
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(Actualizado em 29-05-2015, com o acréscimo do texto supra da CCC/Câmara Escura. Na verdade, a exposição ainda se encontrava visitável neste dia, tendo-me sido dito que será desmontada, amanhã.)

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