Manuel Ferreira Patrício e Irmã Maria da Glória Condeixa, durante muitos anos directora do colégio Rainha Santa Isabel, em Coimbra
2 de Novembro, tarde*
Nunca tinha entrado no edifício da
Assembleia da República, desejo que há muito trago dentro de mim... E não foi
desta que assisti a uma sessão na sala de plenário dos deputados... Vai ter de
ser. Mas, o que foi mesmo, o que houve mesmo ou aconteceu foi a minha entrada
como visitante na sala do Senado. Não foi bem ir, fui levado a ir, calhou ir.
Uma das razões (menor), ter sido aluno do Padre Manuel Antunes. Terei ido a
duas aulas, porque não as podia frequentar, tendo sido durante alguns anos
professor do ensino primário, mas isto não impediu ter preparado bem a disciplina
de História da Cultura Clássica, ler artigos seus na Brotéria e os livros que
publicou. Temos, entretanto, a Obra Completa editada pela Gulbenkian.
Este homem foi para mim, continua a ser,
uma maravilha. O seu saber era-nos transmitido com elegância e leveza. Escrita
belíssima e iluminada pelo espírito que alimenta e ama. A nós, homens e
mulheres, ao Homem.
Deixo uma frase de Sófocles, citada pelo Padre Manuel Antunes, na célebre
Sebenta de 1966/1967:
Muitos prodígios há; porém nenhum
maior do que o homem.
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Esta tradução é de Maria Helena da Rocha
Pereira na Hélade: Antologia da Cultura
Grega, 5.ª edição, Coimbra, 1990, começo do Coro da Antígona, 332-333. O texto, intitulado por M. H. R. P «O progresso
da humanidade», inclui os versos 332-375. Há versão em prosa do poeta António
Manuel Couto Viana.
Ressalva: a frase traduzida por M. A.
existe e é a que mais me agrada, mas não a encontrei nas sebentas que possuo,
sendo certamente de uma, anterior (sem a parte das aulas práticas, a cargo de
Victor Buescu), de que fiz leitura integral.
* Em 2Nov2018
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